quarta-feira, 22 de maio de 2024

Nova lei assegura sigilo do nome da vítima em casos de violência doméstica e familiar

 

Nova lei assegura sigilo do nome da vítima em casos de violência doméstica e familiar

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 14.857/24, que garante sigilo do nome da vítima em processos que apuram crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher.

O sigilo se refere apenas ao nome da mulher. Não abrange o nome do autor do crime nem os demais dados do processo.

O novo texto altera a Lei Maria da Penha para assegurar maior proteção à mulher e preservar a sua integridade física, mental e psicológica.

A Lei 14.857/24 foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22) e se originou do Projeto de Lei 1822/19, do senador Fabiano Cantarato (PT-ES), aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Cantarato participou da solenidade de sanção realizada nesta terça, no Palácio do Planalto. Ele acredita que a medida protegerá a mulher da revitimização, permitindo que ela busque justiça sem ter que se preocupar com a exposição pública de sua vida privada.

Agência Câmara de Notícias

João Azevêdo garante instalação do Centro de Distribuição e fábrica de esquadrias de PVC de empresa da Bélgica

 

João Azevêdo garante instalação do Centro de Distribuição e fábrica de esquadrias de PVC de empresa da Bélgica

O governador João Azevêdo recebeu, nesta quarta-feira (22), representantes da Deceuninck, empresa da Bélgica que irá instalar um Centro de Distribuição e uma fábrica para produção de esquadrias em PVC na Paraíba. O empreendimento representa investimentos de até R$ 10 milhões na economia do estado e a geração de 850 empregos diretos e indiretos até 2026.

Na ocasião, o chefe do Executivo estadual desejou as boas-vindas à empresa e destacou a capacidade do estado de atrair novos negócios. “A Paraíba tem se destacado pela atração de novas empresas, resultado da eficiência da nossa gestão fiscal, da segurança jurídica que oferecemos aos investidores, dos investimentos que fazemos na infraestrutura rodoviária e da nossa localização estratégica, permitindo a geração de emprego e renda”, frisou.

O diretor da Deceuninck no Brasil, Sebastião Pereira Júnior, afirmou que as operações da empresa no estado já serão iniciadas em julho e destacou os motivos que fizeram a empresa se instalar na Paraíba. “O estado possui uma excelente localização estratégica. Além disso, o governo oferece um ambiente favorável de negócios para quem deseja empreender, nos dando todo o suporte necessário. Nossos materiais já estão em deslocamento para a Paraíba e esperamos começar o quanto antes nossas operações no estado, inicialmente, com o Centro de Distribuição e, em seguida, com a fábrica”, explicou.

Também estiveram presentes Joren Knockaert (CEO da Deceuninck), Samuel Mazon (fabricante da Via Bianco), David Cassini (distribuidor da Deceuninck) e Marialvo Laureano (secretário da Fazenda).

Evento visa aproximar crianças e adolescentes de pessoas aptas a adotar

 

Evento visa aproximar crianças e adolescentes de pessoas aptas a adotar

Será realizada, na próxima terça-feira (28/05), a partir das 19h, na Casa de Recepção Popótamus Buffet, no Bairro de Manaíra, a 6ª Edição da ‘Festa da Adoção’, promovida pela 1ª Vara da Infância de Juventude da Capital, Promotoria de Justiça da Criança e Adolescente de João Pessoa e a Defensoria Pública do Estado. O evento tem o objetivo de promover a aproximação das crianças disponíveis, que estão em instituições de acolhimento, com alguns pretendes à adoção, além de proporcionar um momento lúdico para o público infantil.

A iniciativa é uma das homenagens que o Poder Judiciário estadual, Ministério Público e a Rede de Proteção de Crianças e Adolescentes promovem, anualmente, em homenagem ao ‘Dia Nacional da Adoção’, comemorado no dia 25 de Maio (sábado) e também está ligada à Campanha ‘Não resista ao Amor, Adote’.

A promotora de Justiça da Criança e Adolescente, Soraya Nóbrega, lembrou que a ‘Festa da Adoção’ é uma das atividades alusivas ao Dia da Adoção, que abrangem outras ações, como palestras, rodas de conversas e interações com pessoas que desejam adotar. “Esta festa, que acontece todos os anos, é como se fosse o coroamento dessas atividades, podendo proporcionar um evento para esse público, que está em acolhimento, e, ao mesmo tempo, abrir um canal de tentativa real de adoção de forma mais célere, além do lazer”, comentou a promotora de Justiça.

Segundo o juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, Adhailton Lacet Correia Porto, durante o evento, “os pretendentes à adoção podem se aproximar, interagir e conhecer crianças e adolescentes de perto e, muitas vezes, desconstruir ideias que tinham sobre o perfil desejado de adoção. De repente, alguém que desejava adotar um bebê sai do evento encantado com uma criança de mais idade e depois procura a nossa equipe, que promoverá um estágio de aproximação”, explicou o magistrado.

 

Adoção

Só no Município de João Pessoa existem 256 pretendentes ativos para adoção e 67 crianças cadastradas no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA). No Brasil, cerca de 30 mil crianças e adolescentes encontram-se abrigados pelo SNA, mas apenas quatro mil delas estão aptas à adoção, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Conforme os especialistas, a adoção permite que crianças negligenciadas ou abandonadas pelos pais biológicos possam ter contato com um contexto familiar e social, e usufruir de uma relação harmoniosa e saudável. Mas para que ela aconteça, é preciso que os adotantes comprovem ter aptidão, bem como condições psicológicas, sociais e econômicas de manter uma criança ou adolescente com todos os seus direitos (educação, moradia, saúde e atenção).

 

Com Gecom/TJPB

7º Congresso do Ministério Público da Região Nordeste será em João Pessoa

 

7º Congresso do Ministério Público da Região Nordeste será em João Pessoa

O município de João Pessoa vai sediar o 7º Congresso do Ministério Público da Região Nordeste. O evento será promovido pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pela Associação Paraibana do Ministério Público (APMP). Na tarde desta terça-feira (21/05), o presidente da Conamp, o promotor de Justiça do MPMA, Tarcísio José  Sousa Bonfim, fez uma visita institucional ao procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, para falar do evento e de outras matérias relacionadas aos membros do MP brasileiro.

Segundo Bonfim, o congresso regional vai acontecer entre os dias 4 e 6 de dezembro. “Viemos fazer uma visita ao procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio, na companhia do presidente da APMP, Leonardo Quintans. Temos uma relação de muita cordialidade e parceria. Trabalhamos, discutindo temas do MP brasileiro e do nosso MP da Paraíba. Em especial, a ocasião teve como objetivo fazer o convite para a realização do congresso regional para discutir os grandes temas do MP brasileiro e receber os MPs dos Estados da região. Buscamos renovar essa parceria, estreitar ainda mais os laços para realizar um grande evento em João Pessoa para todo o MP brasileiro”, destacou.

O procurador-geral de Justiça do MPPB e também vice-presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) falou da importância de a capital paraibana recepcionar o evento. “Recebemos com muita alegria essa parceria, que sempre há entre a instituição e a APMP e também com a Conamp. Receber esse congresso regional, que há muito não vem sendo feito, engrandece o nosso Estado e a nossa instituição. Vamos nos empenhar para a realização do evento”, falou.

Para o presidente da APMP e também diretor da Região Nordeste da Conamp, o promotor de Justiça Leonardo Quintans, o seminário vai oportunizar o debate e a busca por soluções de questões comuns às unidades ministeriais da região. “A APMP, hoje, ocupa a diretoria Nordeste da Conamp, assim como o nosso procurador-geral de Justiça ocupa a vice-diretoria Nordeste do CNPG e nada mais oportuno do que unirmos forças para realizar, em João Pessoa, um encontro do MP de todo o Nordeste para a discussão sobre questões peculiares e tão necessárias da nossa região e localidade, os problemas comuns, a busca de soluções e ações do MP nesse âmbito geográfico”, falou.

 

Equipe do Conselho Nacional de Justiça visita Corregedoria-Geral do TJPB

 Dentro da programação da inspeção do Conselho Nacional de Justiça, a equipe do CNJ esteve, na manhã desta terça-feira (21), na sede da Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça da Paraíba, localizada no Bairro do Altiplano, em João Pessoa. Durante a visita, o corregedor-geral de Justiça, desembargador Carlos Martins Beltrão Filho, recepcionou o desembargador do Conselho, Márcio Antônio Boscaro, e sua assessoria. 

Na oportunidade, o desembargador Márcio Antônio Boscaro conheceu toda a estrutura física e de pessoal da Corregedoria, além de fazer uma breve visita às instalações da Escola Superior da Magistratura (Esma). “Correu tudo dentro da mais perfeita normalidade. Anteriormente, já tínhamos enviado os números relacionados ao trabalho desenvolvido pela Corregedoria”, informou o desembargador Carlos Beltrão, o qual ainda disse que o desembargador Márcio Antônio Boscaro conversou com as equipes.  

Fotografia do desembargador Carlos Martins Beltrão Filho
Corregedor-geral de Justiça, desembargador Carlos Martins Beltrão Filho

O desembargador Carlos Martins Beltrão Filho ressaltou que o trabalho do CNJ resulta, sempre, no aprimoramento do Poder Judiciário. “É uma honra recebê-los porque nos aprimoramos ou vamos aprimorar o que precisa ser melhorado. É um trabalho de orientação e de cuidado, para fazer com que as coisas funcionem melhor”, destacou o magistrado.

O trabalho de inspeção do CNJ está definido pela Portaria do Conselho nº 16/2024 e tem como objetivo central verificar o funcionamento de setores administrativos judiciais do Poder Judiciário estadual, bem como de serventias extrajudiciais. As inspeções também têm a função de aprimorar o atendimento prestado pelas unidades judiciárias e pelos serviços notariais e de registro a cidadãs e cidadãos, havendo ou não irregularidades. 

O resultado dessas visitas e reuniões vão compor relatórios que podem apresentar eventuais deficiências e, principalmente, destacar as boas práticas encontradas e recomendações às unidades, para melhorar seu desempenho. 

Por Fernando Patriota

‘Maio Laranja’: TJPB promove palestras em escolas que tratam sobre exploração sexual infantil e drogas

 Adhailton Lacet_Maio_Laranja

O Projeto ECA, Escola e Família leva debate a alunos e pais

Dando continuidade aos eventos em comemoração ao ‘Maio Laranja’, o Tribunal de Justiça da Paraíba, por intermédio da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinju), coloca em prática o Projeto ‘ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), Família e Escola’. A ação vem com uma série de palestras realizadas nas escolas públicas na Comarca de João Pessoa e Região Metropolitana, com a finalidade de orientar, esclarecer e ouvir os questionamentos tanto dos pais ou responsáveis dos alunos quanto da Direção de instituições de ensino e professores.

Temas como distorção idade/ano, evasão escolar, bullying, abuso e exploração sexual, drogas, direitos e deveres, acompanhamento das tarefas escolares e tudo o que diz respeito ao universo infantojuvenil são abordados durante as visitas. A Coinju é coordenada pelo desembargador do TJPB, Romero Marcelo da Fonseca Oliveira, que disponibiliza total apoio à iniciativa.

Na noite dessa terça-feira (21), o Projeto fez uma visita à Escola Municipal Lions Tambaú, onde aconteceu uma palestra do juiz colaborador da Coinju e titular da 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, Adhailton Lacet Porto. A fala foi destinada para um público aproximado de 150 pessoas, onde foi enfatizada a necessidade de fortalecer o vínculo entre a família e a escola, como ainda aproximar o Poder Judiciário estadual da comunidade escolar e fomentar as discussões nas instituições escolares, além de discutir temas inerentes ao ambiente estudantil.

As palestras também são promovidas por integrantes das equipes multidisciplinares do Núcleos de Apoio da Equipe Multidisciplinar (Napem) do Poder Judiciário estadual. As explanações são destinadas aos pais de alunos, professores e às crianças e adolescentes da rede regular de ensino.

Segundo Adhailton Lacet, o ‘Projeto ECA, Família e Escola’ tem como objetivo precípuo fortalecer o vínculo entre a família e a escola. “Diante de muitos conflitos e inquietações, por parte das famílias, dos alunos e dos professores, percebe-se, nos dias atuais, a necessidade de aproximar cada vez mais a comunidade escolar, ou seja, todos aqueles que compõem o universo do ensino e da aprendizagem, como também estreitar os laços entre o judiciário e a sociedade”, comentou o magistrado.

Ele lembrou que, de acordo com o artigo 53 do ECA, “a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”.

O magistrado ainda ressaltou que as rodas de conversa estão muito presentes em práticas restaurativas, possibilitando o encontro que é o componente fundante das relações sociais, o único processo que permite o aprimoramento das relações humanas. “Se for conduzido com cuidado, leva a conversas significativas e produtivas, tornando os relacionamentos mais afetuosos e interessantes”, destacou o magistrado.

Maio Laranja - O ‘Maio Laranja’ é voltado à memória de Araceli Cabrera Crespo, abusada e morta com apenas oito anos, no ano de 1973, em Vitória (ES). Uma lei federal instituiu o 18 de maio como Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Durante todo o mês de maio, organizações sociais e órgãos públicos realizam uma série de atividades de conscientização e mobilização pelo fim da violência sexual infantil. O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de exploração sexual de crianças e adolescentes, vitimando mais de 500 mil todo ano. Perdendo apenas para a Tailândia, os dados foram levantados pelo Instituto Liberta.

Por Fernando Patriota


quinta-feira, 21 de março de 2024

Em audiência pública, promotora defende aprovação de lei contra fogos de estampido

 

Em audiência pública, promotora defende aprovação de lei contra fogos de estampido

“Sou admiradora dos fogos, mas precisamos evoluir com a tecnologia. Depois do que ouvimos e vimos nessa audiência pública, tenho certeza de que todos estão convencidos da necessidade de a Paraíba ter uma lei que proteja os direitos das pessoas mais vulneráveis e dos animais”. Essa foi a avaliação da promotora de Justiça, Danielle Lucena, que representou o Ministério Público da Paraíba (MPPB), na audiência pública promovida, na manhã desta quinta-feira (21/03), pela Assembleia Legislativa da Paraíba. O objetivo foi debater sobre o Projeto de Lei 1.350/2023, que proíbe a queima, a soltura, a comercialização, o armazenamento e o transporte de fogos de artifício de estampido no Estado.

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CAO/MPPB) ainda lamentou a ausência de deputados que, na semana passada, quando o PL foi à votação, alegaram que precisavam de explicações de interessados e de profissionais sobre os efeitos dos fogos sonoros em pessoas sensíveis e em animais, antes de aprovar o projeto. “Mas acredito que todos assistirão ao vídeo da audiência e que, já como conhecedores da causa, aprovarão o projeto de lei e seu substituto na próxima vez em que a matéria entrar em pauta”, disse. 

“Que cultura queremos perpetuar?”
A audiência foi presidida em quase sua totalidade pelo deputado estadual e coautor do projeto, Francisco José Garcia Figueiredo (Professor Francisco), que apresentou a temática, defendeu o projeto de lei e apelou para a sensibilidade dos colegas deputados para verem a importância de garantir a dignidade da pessoa e dos animais. Ele também destacou que o argumento de a queima de fogos com estampido ser um gesto cultural não é aceitável do mesmo ponto de vista de que não o é a violência contra a mulher, que durante muito tempo foi considerada um ato cultural. “Que cultura queremos perpetuar?”, questionou. 

Sentimento da casa é aprovar lei
Uma parte da audiência foi conduzida pelo presidente da ALPB, Adriano Galdino, que ressaltou a importância da audiência pública e do projeto. Ele avaliou que “o sentimento da Casa é de aprovar essa lei”. No entanto, entendia a necessidade de se garantir junto à lei um período de Vacatio legis (vacância da lei) para possibilitar a adequação das pessoas que têm estoque de materiais, que possam comercializar durante um tempo antes de a lei entrar em vigor. 

Prejuízos e esperança
A autora do projeto de lei, a deputada Paula Francinete Lacerda Cavalcanti de Almeida (Dra. Paula), destacou os prejuízos dos fogos sonoros, principalmente, às pessoas autistas e aos animais. Ela também lamentou a ausência na sessão especial dos deputados que queriam mais explicações sobre a matéria. “Mas tenho esperança que seja aprovada”, disse. 

Depoimentos comoventes
Ainda durante a audiência pública, foram exibidos vídeos de pais de crianças e adolescentes e donos de animais, falando e mostrando o sofrimento imenso desses seres durante a queima de fogos de estampido. Vários profissionais de áreas como psicologia e medicina humana e animal também se juntaram ao coro dos que defendem a aprovação da lei proibindo fogos sem barulho e prestaram depoimentos comoventes. Além dos deputados e de representantes do MPPB, participaram da audiência integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dos conselhos regionais de Medicina (CRM) e de Medicina Veterinária (CRMV) e de comerciantes e fabricantes de fogos de artifício.